quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Decepção no Judiciário


Nada de inesperado nas denuncias recheadas de evidências que incriminam o judiciário capixaba. Até pensei em me indignar junto com os demais inocentes habitantes do Espírito Santo até que lembrei aquele filme, Um príncipe em Nova Iorque, em que o coadjuvante do Eddie Murphy, cansado de ficar enfurnado num cortiço é condenado a ficar “enclausurado” na suíte presidencial do melhor hotel de Nova Iorque. Mas nem o diretor do filme foi tão criativo, o castigo aqui é muito maior. A coitada Larissa Pignaton Sarcinelli vai ter que se aposentar aos 33 anos e jamais poderá ter o privilégio de acordar cedo pra trabalhar, beber café velho, escutar picuinha de colegas de trabalho, etc. Aí pensei: Monarquia ditatorial é assim mesmo.
Ainda assim e mesmo vivendo no Brasil, precisamente no Espírito Santo (Brasil= cavalo do bandido, Espírito Santo=cocô do cavalo) e acreditando nas promessas que nos foram feitas (PAC no ES, metrô de superfície, três milhões de empregos, aeroporto de Vitória, Dilma Roussef) fiquei muito surpreendido ao escutar as gravações dos devassados:

Sempre imaginei que os crimes de colarinho acontecessem com diálogos como: “Aceite o lado negro da força, governaremos a galáxia com pai e filho, juntos manteremos a ordem e perpetuaremos nosso império por mais mil gerações”

Eu esperava que as conversas tivessem pelo menos um ar de status, assim como a gente vê nas colunas sociais, nos depoimentos em cerimônias de posses daquele monte de juiz e advogado vestidos de Zé do Caixão. Mas o que se escuta da boca de Desembargador, Juiz, Advogado e assessor é só merda, bosta, corno, viado, se acha o fodão, só se for no cu dele... Pareciam traficantes do Rio de Janeiro discutindo posse de boca de fumo e morte de polícia, apesar de não me lembrar de ter escutado uma conversa com tanta baixaria nem no programa do Ratinho.
Então, para tentarmos resgatar toda a finess que é característica da high society espírito-santense fica aqui meu pedido para que em sua próxima coluna social o Wesley Satler diga o que “É chique” e o que “É o fim” na hora de barbarizar com a coisa pública.

OBS: Ontem fui a um cartório resolver um assunto do trabalho, paguei R$ 121,52 pra um cara carimbar um documento.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Nelson Ângelo Piquet


O piloto Nelsinho Piquet jogou a merda no ventilador após ser demitido pelo fanfarrão Flávio Briatore. Todo mundo que se dá ao trabalho de acordar mais cedo no domingo sabe que Briatore é pior que Silvio Berlusconi. Como ele, mandou ta mandado ou rua, basta ver que demitiu Roberto Pupo Moreno e ficou com o dinheiro da salsicha Perdigão (valeu a pena, entrou Schumacher), fraudou o reabastecimento da Benneton em 1994, usou controles e dispositivos proibidos na Renault por anos seguidos. Enfim todo mundo soube e ninguém até hoje tomou uma atitude mais enérgica. E há também aquela velha teoria da conspiração que diz que tudo que envolve muito dinheiro é resolvido de forma prévia e combinado num Petit Comité.
Isto posto, Nelsinho é o “batom na cueca” da parada. No auge de uma carreira, ninguém bota tudo a perder por causa de um chefe otário. Então, Nelsinho já deve ter algo pra fazer, cansou da vida de piloto, preferiu ser modelo ou ainda pastor assim como a esposa do Kaká. Há uma remotíssima chance de ele ir administrar a fortuna do pai ou ele é mesmo muito burro. O mais cômico, é que além da falta de moral e ética, o papel total de palhaço foi feito pelo próprio Nelsinho. O cara fez uma denuncia que pode banir a Renault da F1 sob a garantia de que não terá seu direito cassado na categoria declarando: “sinto também uma sensação de alívio por ter chegado o fim do pior período da minha história profissional. Poderei, agora, recomeçar o desafio de colocar minha carreira de volta no caminho certo, e recuperar a minha reputação de piloto rápido e vencedor”
Pensa comigo: se você fosse dono de uma boca de fumo, contrataria um “avião” que dedou a quadrilha do concorrente? Outra, dá vergonha alheia a completa hipocrisia da Globo ao tratar do assunto, descendo lenha na Renault e falando de Nelsinho como se fosse a Voz do Brasil falando do José Sarney. Pelo menos depois da entediante Era Schumacher na Formula 1 tem bastante assunto pra mesa do bar. Dizem até que Rubinho ameaçado de não levar o vice-campeonato deste ano atirou a mola no Felipe Massa...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Advogados...


Em dias de semana, em que as ruas da Ilha do Boi são tranquilas, fui surpreendido por encontrar a rua em que moro cheia de carros estacionados irregularmente. O que me chocou mais foi o fato de os carros serem todos de advogados, comemorando seu dia num almoço na Ilha do Boi. Justo eles, que são os agentes básicos para zelar pela justiça e correção das leis. Um colega de trabalho comentou: Em um estado que Desembargadores estão envolvidos com irregularidades, favorecimento e corrupção, o que esperar dos advogados?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A Baranga das Havaianas

Sabe aquela propaganda das Havaianas em que uma Baranga chatíssima encrenca de um bando de pagodeiros por causa da Crise?Pior que a Crise Mundial, que vai e vem, é a Crise do Senado, que só vem. Por isso tenho que concordar com a baranga: aconteça o que acontecer, ficamos só no chinelinho.
Vejamos a história dos personagens de oito dos dez últimos presidentes da casa:
1995 a 1997 – José Sarney - AP: Após quebrar a economia do Brasil entre 1985 e 1989 se apaixonou pela primeira vez pelas tetas da Presidencia do Senado.
1997 a 2001 – Antônio Carlos Magalhães - BA (Vulgo ACM): Dispensando comentários, dizem que o violador do painel do senado, além de ter tornado público os romances baianos de Gabriela – quer dizer, Sen. Heloisa Helena – chegou ao Céu e tomou o lugar de Deus.
2001 - Jader Barbalho - PA: Bastou um ano para promover um escândalo desviando dinheiro da Sudam e do Banpará onde mais de 1 bilhão de dólares desapareceram. “ Meu discípulo” Disse Paulo Maluf.
2001 - Edison Lobão - MA: Substituiu Jader, em princípio nao achei nada no Google que o incriminasse. O filho dele, Edson Lobão Filho é acusado de sonegar R$ 42 milhões. Como pai de peixinho, peixão deve ser.
2001 a 2003 Ramez Tebet - MT: Não é do PA, MA, AP, AL nem BA. Coincidentemente está limpo.
2003 a 2005 – José Sarney – AP: Mais uma chupadinha na teta. Enquanto isso sua filha, Roseany, era acusada de formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica e peculato.
2005 a 2007 - Renan Calheiros - AL: Ahhh Renan! Mandou bem, que avião! Além de pegar a Jornalista Monica Veloso, gastou a energia elétrica do senado pra pedir desculpas à família, e Vendeu R$ 1,9 milhão em gados para o dono do chinelo da foto.
2009 até hoje: José Sarney – Mais uma vez de volta às tetas, usou seguranças do Senado para proteger seu feudo no Maranhão (Lá não tem polícia), deu passagem pra família inteira, o filho tem um contrato corruptível com o governo e como vimos aqui, nos últimos quatorze anos foi presidente por três vezes e hoje diz que não sabe de nada da crise de cargos, atos secretos e tudo mais.

Boas Férias Queridos Senadores!
“.... tristeza, por favor vá embora...”

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cultura Low Profile



Vitória carece de tudo, e pra não ficar falando agora de segurança, trânsito, governo petista e aeroporto, vou falar de cultura.
A Gente aqui só quer saber do que é tosco, simples, cômodo e barato. Quando não é assim é por que trazemos atrações que estouram em outros centros, aclamados e bem criticados pela mídia em geral. Então consumimos a atração porque está “bombando”, ou seja, “ejaculamos com o pênis alheio”, não formamos nossa crítica, não botamos a cara, não fazemos nossos gostos e logo não reciclamos nossa produção cultural.
Penso que a Gente não tem bons teatros, museus, restaurantes e shows dos mais variados segmentos por hábitos. Vou dar o exemplo do setor de restaurantes. No restaurante a gente é mal atendido e ficar por isso mesmo, porque nos conformamos com isso e no próximo final de semana estaremos de volta. Aí começa um ciclo vicioso. Quem pretende estabelecer um restaurante com diferenciais de culinária, decoração ou qualquer outro esbarra em dois entraves cruciais: a falta de mão de obra especializada e pouca disposição de gastar que o capixaba tem, porque ele não acredita que vai ser bem atendido, por que ele acha que não está a altura do que conhece em São Paulo.
E aí o que acontece? No caso quem fica por conta de estabelecer um serviço mais qualificado na nossa terra sofre com a sobrecarga pelo bom serviço ou tapeia a população com variadas fraudes, do mau atendimento ao preço exorbitante. Em resumo não tem concorrência, ficamos todos condicionados a cultura “Low Profile”.
Exemplo Prático:
Há alguns meses venho acompanhando o trabalho do Pessoal da Zero Um Eventos. Tem um posicionamento que venho sugerindo ao pessoal da organização, que apesar de eu não conhecer todos os sócios, acredito que eles estejam adotando. A Minha sugestão é que a ZERO 01 proporcione ao público capixaba entretenimento diferenciado que acontece no Espírito Santo, pesquisando e trazendo atrações de outras praças que não sejam óbvias. A idéia é contribuir para que nós capixabas formemos nossa opinião cultural, afinal a cultura não surge por abiogênese.
A ZERO 1 está produzindo o Coca-Cola Rock Festival, que ocorre dia 3 no Álvares Cabral. Observei no site Gazeta On-line vitória vários comentários reclamando do preço e a escolha das bandas.
O evento é caro. É obvio que é como tudo o que é escasso. Agora, para que a reclamação do valor do ingresso seja legítima, o cara – considerando que ainda não tenha 18 - não pode gastar vinte reais para falsificar sua carteira de identidade e para ir curtir a noite numa boate e gastar mais cinqüenta reais lá dentro, ou mesmo aquele que é maior de idade gastar na cara dura R$ 60,00 numa noite. Não dá. Outra,o festival terá grande estrutura, conforto e atrações diferenciadas. São bandas de apelo jovem, ainda não explodiram na mídia, mas que tem qualidade no conteúdo, independentemente da discussão do gosto pelo gênero. Quem for até lá vai pagar pra ver bandas com todo o recurso necessário para um bom show, tocando um som limpo, audível e com qualidade. E se a gente procurar, onde mais a gente vai ouvir um show de rock com condições iguais a desse show?
Vale dizer também que ninguém reclama do preço pra ir naqueles bacanais ao ar livre chamados de micareta. Ali o sujeito paga tranqüilinho uns oitenta reais pra ficar se esfregando num curral durante seis horas.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Novo Aeroporto de Vitória





Na última quarta-feira, 22 de maio, nosso Senador Renato Casagrande trouxe aos capixabas uma acalentadora notícia. Meio constrangido como quem comemora um título do campeonato capixaba de futebol, Casagrande informou que obras paliativas no Aeroporto de Vitória saem ainda este ano.
Alfinetando o prefeito de Vitória, João Coser, que não conseguiu tirar do papel o metrô de superfície, o senador mostrou que é gente que faz. Casagrande contou que foi a Brasília, deu um soco na mesa do Ministério da Defesa e Exigiu que os capixabas tivessem, imediatamente, o aeroporto que merecem.
Dito e feito. “Que se faça a Luz! Dai-Vos o que lhes são de direito” Disse José Alencar ao lado de Nelson Jobim. Dada a importância estratégica do estado para o Futebol carioca, merecíamos um aeroporto a nossa altura. A reforma no aeroporto será feita a toque de caixa, porém tendo em vista a dificuldade que aviões de maior porte, como o 14 BIS, têm de pousar na capital com a pista atual, a reforma será restrita a novos módulos nas salas de embarque e desembarque.
"Surgiu uma luz, mas não significa que tudo esteja resolvido" disse o senador se referindo à nova lâmpada fluorescente que será instalada em um dos módulos.
O que foi esquecido pelo nosso senador foi ter incluído na obra emergencial novos restaurantes, que poderiam ser inteligentemente estabelecidos aproveitando-se os trailers e quiosques retirados das ruas de Vitória pela prefeitura. Afinal, o aeroporto conta hoje com somente uma pastelaria.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Dica para o fim de semana

Gostaria de apresentar a Zero 1, empresa de Planejamento Cultural e Esportivo.
É uma empresa voltada para eventos diferenciados no Espírito Santo. Diante da limitação e obviedade da agenda cultural do estado a Zero 1 se propõe a trazer uma programação culturalmente mais rica, antecipando ao capixaba, atrações essencialmente novas e de qualidade atestada pela crítica especializada.
A sugestão para este final de semana é:
“A ARTE DE ESCUTAR” – Teatro UFES, 16 e 17 de maio.
Direto do Rio de Janeiro a Zero 1 apresenta esta imperdível peça de Carla Faour, em um texto que revela a complexidade do ser humano de forma carinhosa e privilegia o talento do evento.
Visite o site: http://www.zero1.etc.br/

Quem precisar de mais informações é só me ligar.
27-9989-0307