
Nada de inesperado nas denuncias recheadas de evidências que incriminam o judiciário capixaba. Até pensei em me indignar junto com os demais inocentes habitantes do Espírito Santo até que lembrei aquele filme, Um príncipe em Nova Iorque, em que o coadjuvante do Eddie Murphy, cansado de ficar enfurnado num cortiço é condenado a ficar “enclausurado” na suíte presidencial do melhor hotel de Nova Iorque. Mas nem o diretor do filme foi tão criativo, o castigo aqui é muito maior. A coitada Larissa Pignaton Sarcinelli vai ter que se aposentar aos 33 anos e jamais poderá ter o privilégio de acordar cedo pra trabalhar, beber café velho, escutar picuinha de colegas de trabalho, etc. Aí pensei: Monarquia ditatorial é assim mesmo.
Ainda assim e mesmo vivendo no Brasil, precisamente no Espírito Santo (Brasil= cavalo do bandido, Espírito Santo=cocô do cavalo) e acreditando nas promessas que nos foram feitas (PAC no ES, metrô de superfície, três milhões de empregos, aeroporto de Vitória, Dilma Roussef) fiquei muito surpreendido ao escutar as gravações dos devassados:
Sempre imaginei que os crimes de colarinho acontecessem com diálogos como: “Aceite o lado negro da força, governaremos a galáxia com pai e filho, juntos manteremos a ordem e perpetuaremos nosso império por mais mil gerações”
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Eu esperava que as conversas tivessem pelo menos um ar de status, assim como a gente vê nas colunas sociais, nos depoimentos em cerimônias de posses daquele monte de juiz e advogado vestidos de Zé do Caixão. Mas o que se escuta da boca de Desembargador, Juiz, Advogado e assessor é só merda, bosta, corno, viado, se acha o fodão, só se for no cu dele... Pareciam traficantes do Rio de Janeiro discutindo posse de boca de fumo e morte de polícia, apesar de não me lembrar de ter escutado uma conversa com tanta baixaria nem no programa do Ratinho.
Então, para tentarmos resgatar toda a finess que é característica da high society espírito-santense fica aqui meu pedido para que em sua próxima coluna social o Wesley Satler diga o que “É chique” e o que “É o fim” na hora de barbarizar com a coisa pública.
OBS: Ontem fui a um cartório resolver um assunto do trabalho, paguei R$ 121,52 pra um cara carimbar um documento.







